Contracepção sem hormônio é uma possibilidade. Conheça as opções!

O uso da pílula anticoncepcional hormonal não é mais uma unanimidade entre as mulheres. Os contraceptivos hormonais orais podem provocar algumas reações adversas em uma parte da população feminina, que pode deixar de utilizar o medicamento. Além disso, existem outras opções de métodos contraceptivos não hormonais para aquelas de nós que buscam soluções alternativas à pílula.


Nunca é demais reforçar que o único método contraceptivo eficaz que também previne a disseminação das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) é o preservativo, seja a versão masculina ou a feminina.

O preservativo tem eficácia de 98% na prevenção da gravidez, além de nos proteger também contra a AIDS, o HPV e tantas outras doenças.
Para aqueles casais que buscam a contracepção de longo prazo, a opção mais popular entre as mulheres de todo mundo é o uso do dispositivo intrauterino (DIU) ou o sistema intrauterino (SIU).

A diferença entre estes dispositivos é a presença de progestagênio no SIU, enquanto que os DIUs não contêm hormônios, sendo uma ótima opção para as mulheres com contraindicações aos métodos contraceptivos hormonais ou que não querem usar hormônios.


Como funciona


Com 170 milhões de usuárias ao redor do mundo, o DIU de cobre já é o método contraceptivo mais popular do planeta, ultrapassando a pílula, que tem 110 milhões de usuárias. O DIU pode permanecer dentro do útero por até dez anos, tem 99,3% de eficácia comprovada, pode ser usado durante a amamentação e não afeta a fertilidade futura.


O DIU de cobre é considerado um dos mais eficientes métodos contraceptivos. O metal libera íons de cobre dentro do útero, que alteram a motilidade e a viabilidade dos espermatozoides. O ambiente do útero se torna hostil à célula reprodutiva masculina, que não consegue fecundar o óvulo.


Uma vez indicado pelo ginecologista e após a avaliação pela ultrassonografia, o DIU é inserido no útero pelo ginecologista através do canal vaginal, após avaliação clínica e ginecológica. A sua colocação é normalmente simples e indolor. Para mulheres tensas ou com maior sensibilidade à dor, o procedimento pode ser feito sob analgesia ou com anestesia local.


Este método contraceptivo apresenta um ótimo custo-benefício comparado com outros métodos hormonais combinados orais, considerando que a sua validade varia de 3 a 5 anos.


Porém, há também desvantagens no uso do dispositivo não-hormonal. O padrão de sangramento poderá se alterar nos primeiros meses depois da inserção do DIU de cobre, que se normaliza com o tempo. Além disso, o processo de inserção pode ser desconfortável, o que afasta algumas possíveis pacientes do método.
Para saber mais converse com seu ginecologista.

FONTES


Fernandes CF et al. Contracepção Reversível de Longa Ação. In: São Paulo. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Série Orientações e recomendações FEBRASGO. v.3,n.1,2016
Machado RB. Uso de dispositivo intrauterino (DIU) em nulíparas. In: São Paulo. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Série Orientações e recomendações FEBRASGO. n.1,2018

Material destinado ao público em geral. Setembro/2019
BRWH190854n

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