Sente dores durante o período menstrual? Veja como amenizar o problema.

A menstruação pode ser definida como a descamação da camada funcional do endométrio, previamente estimulada pelos estrogênios e provocada pela queda dos níveis da progesterona.

O processo é regulado por mecanismos ligados aos hormônios femininos, fatores de crescimento celular e proliferação endometrial, nos quais a prostaglandina e outros mediadores químicos têm papel importante.

As dores menstruais são quase uma unanimidade no universo feminino. A dismenorreia, como é denominada, é a causa mais comum de dor pélvica, com prevalência estimada de 25-50% em mulheres adultas e até 75% das adolescentes.

Destes casos, 10-15% apresentam sintomas intensos, limitando a vida social e produtiva da mulher. Em um estudo com 1.539 jovens universitárias, 65% delas relataram limitação das suas atividades diárias. A dor é uma das queixas mais comuns nas consultas ginecológicas e os sintomas costumam variar de mulher para mulher.


Amenizando o problema


Os médicos dividem os casos de cólica em dois grupos. A chamada dismenorreia primária é a mais comum, causada pelo aumento da produção da prostaglandina que ocorre no ciclo menstrual regularmente.

O tratamento mais eficaz e seguro é feito com anti-inflamatórios e contraceptivos orais sem pausa. Mas muitas mulheres se automedicam com analgésicos e antiespasmódicos usados para diversos tipos de cólica.

Na dismenorreia secundária, há uma outra causa para a dor. Um exemplo é o possível aumento de varizes pélvicas. Mas, a mais frequente é a endometriose, doença crônica e inflamatória que atinge entre 5% e 10% das mulheres em idade reprodutiva. Nesses casos, o diagnóstico e tratamento deve ser feito pelo ginecologista.


É importante lembrar que a cólica menstrual pode estar acompanhada de outros sintomas que devem ser tratados. Normalmente a melhora da dieta, atividade física regular, redução do estresse e boas noites de sono são bons aliados na redução dos sintomas menstruais. Mas, se as queixas persistirem, procure o seu ginecologista de confiança.

FONTES:

Ortiz MI. Primary dismenorrhoea among Mexican university students: prevalence, impact treatment. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol, 2010;152(1)73-77.

Proctor M, Farquhar C. Diagnosis and management of dysmenorrhoea. BMJ 2006. May 13;332 (7550) 1134-1138

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Hadfield R et al. Delay in the diagnosis of endometriosis: a survey of women from the USA and the UK. Hum Reprod. 1996. v.11, n.4, p 878-880

Material destinado ao público em geral.
Setembro/2019. BRWH190854p

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