Terapia hormonal: saiba como você pode se sentir melhor na menopausa

O climatério é marcado pela diminuição progressiva do funcionamento dos ovários, resultando na redução do nível de estrogênio, principal hormônio feminino. Essa diminuição provoca, inicialmente, a diminuição da fertilidade e irregularidade menstrual.

Em seguida, pode causar fogachos e suores noturnos, alteração de humor, do sono, das taxas de colesterol e da libido.

Com o tempo, também pode ocorrer  ressecamento vaginal, perda da massa óssea e, consequentemente, até osteoporose.

Segundo o Conselho Brasileiro de Terapêutica Hormonal da Menopausa da Associação Brasileira de Climatério (SOBRAC), publicado em 2018, a reposição hormonal é o tratamento mais eficaz para aliviar suores noturnos e prevenir a perda de massa óssea.

Ela traz benefícios significativos em relação à irregularidade menstrual, melhora o humor e o sono, diminui a atrofia genital e urinária, evita fraturas por osteoporose, diminui o risco de diabetes tipo II e até do câncer de cólon e reto.

O tratamento pode ser feito através de comprimidos, adesivo, creme ou gel. A recomendação médica e as dosagens dependerão de diversos fatores, como antecedentes pessoais e familiares, condições clínicas da mulher, etc.

Como regra geral é adotada a seguinte orientação:  

1 – A terapia hormonal (TH) deve ser individualizada.

2 – A TH é a melhor opção de tratamento dos sintomas do climatério de mulheres saudáveis, com menos de 10 anos de pós-menopausa ou menos de 60 anos de idade.

3 – A TH de uso vaginal, com estrogênio isolado, é o tratamento de eleição para mulheres com atrofia urogenital sem outros sintomas clínicos.

4 – A TH em mulheres com útero deve ser realizada com uma associação de estrogênio e progestagênio. Já as que retiraram o útero (histerectomizadas) podem utilizar apenas o estrogênio.

As contraindicações são: doença hepática descompensada, câncer de mama, câncer de endométrio, lesão precursora para câncer de mama, sangramento vaginal de causa desconhecida, doenças coronariana e cerebrovascular, doença trombótica ou tromboembólica e lúpus eritematoso sistêmico com elevado risco tromboembólico.

Pompei LM,  Machado R.B, Wender COM, Fernandes CE. Consenso Brasileiro de Terapêutica Hormonal da Menopausa. Associação Brasileira de Climatério (SOBRAC) e Associação Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) – São Paulo- Leitura Médica; 2018.

Material destinado ao público geral. Junho/2019

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