Você sabe o que é o climatério? Entenda e aprenda a aliviar os sintomas

É comum que haja uma confusão, mas, para compreender essa importante fase da sua vida, é preciso saber a diferença entre os termos climatério e menopausa.

Climatério é um período que antecede a menopausa, ou seja, é a fase de transição do período reprodutivo, ou fértil, para o não reprodutivo na vida da mulher. Entre os sintomas mais comuns, temos  a flutuação da menstruação, que passa a sofrer diversas mudanças graças às alterações hormonais.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o climatério acontece entre os 40 e os 55 anos. Segundo dados do IBGE, a expectativa média de vida para a população feminina é de 79 anos. A tendência, portanto, é que as brasileiras vivam um terço da vida na pós-menopausa.

Dados de pesquisa do Hospital das Clínicas (HC-USP) mostram que a idade média da menopausa, no Brasil, é de 48,1 anos, com cerca de 70% das mulheres saindo do ciclo reprodutivo antes dos 50 anos de idade. Entre estas, 29,7% atingem a menopausa relativamente cedo, entre 41 e 45 anos.

Apesar da menopausa ser algo natural, a progressiva deficiência hormonal ocasionada pela redução da função ovariana pode causar consequências de curto e longo prazo.

Durante o climatério, os sintomas físicos e psíquicos estão presentes em 85% das mulheres. Há redução da fertilidade (anovulação) e surgem as irregularidades menstruais. Com a queda estrogênica progressiva, surgem, também, os sintomas vasomotores (ondas de calor e fogachos) e as alterações de humor.

Após a menopausa, os sintomas se intensificam e aparecem sinais de envelhecimento: alterações na pele, sintomas urogenitais, redução da massa óssea com probabilidade de osteoporose e fraturas, além do aumento do risco cardiovascular e de déficit neurológico, com perda progressiva da qualidade de vida.  

A melhora da alimentação, uma rotina de atividades físicas, o controle do peso e, principalmente, a redução do estresse trazem benefícios para o dia a dia e diminuem os sintomas.

Entretanto, segundo os especialistas, a terapia hormonal continua sendo o melhor tratamento para a redução dos danos causados pelo climatério. Porém, a reposição só pode ser feita com acompanhamento médico e segue três regras básicas:

1 – A terapia hormonal deve ser individualizada em mulheres saudáveis com menos de 10 anos de pós-menopausa ou menos 60 anos de idade, visando o tratamento dos sintomas.

2 – Mulheres com útero devem sempre fazer a terapia hormonal combinada, com estrogênio e progestagênio. Já as que retiraram o útero (histerectomizadas) podem utilizar apenas o estrogênio.

3 – O estrogênio vaginal é o melhor tratamento para a atrofia urogenital.

Referência: Pompei LM, Macahado RB, Wender MCO, Fernandes CE. Consenso Brasileiro de Terapêutica Hormonal da Menopausa. Associação Brasileira de Climatério (SOBRAC), Federação Brasileiras Associações de Ginecologia e Obstetrícia  (Febrasgo).  São Paulo:Leitura Médica; 2018.

Material destinado ao público geral.

Maio/2019

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