Crises de ansiedade: saiba quando procurar ajuda

A ansiedade é a sensação de apreensão relacionada a um perigo futuro ou iminente, nem sempre definido, que aumenta o estado de vigília e alerta. Se muito intensa ou prolongada, essa sensação pode prejudicar a saúde e a qualidade de vida.


Os transtornos de ansiedade têm diferentes manifestações clínicas. Entre elas, as mais comuns são taquicardia, agitação, sudorese intensa, falta de ar, enjoo e até tontura. As crises de ansiedade prejudicam relações sociais, atividades profissionais e comprometem relacionamentos, devendo ser tratadas como qualquer outra doença, com medicamentos e acompanhamento médico.


Frequência


Dados internacionais mostram que os transtornos de ansiedade representam um dos grupos de doenças mais prevalentes da psiquiatria: 28,8% das pessoas têm esse quadro ao longo da vida.

Os casos são mais frequentes entre as mulheres, com aproximadamente 30% enfrentando sintomas desse tipo contra apenas 19% dos homens.


Causa


Há vários fatores envolvidos, incluindo fatores biológicos, psicológicos e até sociais, com a complexa interação entre eles podendo causar resultados inesperados ou imprevisíveis.

Qualquer um de nós pode sofrer com transtorno de ansiedade ao longo da vida, especialmente porque o que difere é apenas o limiar de cada pessoa para o desencadeamento da doença.


Ciclo vicioso


É justamente o medo do desconhecido, ou melhor, o desconhecimento dos próprios sintomas que virão a seguir, que causa os maiores sintomas em quem tem crises de ansiedade.


Funciona basicamente assim: uma situação de ansiedade comum, provocada ao se fazer algo novo, por exemplo, aparece sem explicação ou motivo aparente e produz medo e inquietude, que por sua vez, retroalimentam os sintomas, criando um ciclo vicioso.


O mais indicado, nesses casos, é conhecer os sintomas para não ampliá-los, minimizando os ataques e desviando a atenção dos incômodos assim que surgirem. Nem todos sentem os mesmos sintomas (que não aparecem de uma vez) nem com a mesma intensidade.

A ansiedade e o medo são os principais, acompanhados por outros desconfortos que se iniciam abruptamente.


Sintomas


São vários tipos de transtornos característicos da ansiedade, entre eles: transtorno de ansiedade generalizada, pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, pós-traumático e fobias.

Apesar das características diferentes de cada doença, existem sintomas mais comuns como, palpitações, sudorese, formigamentos pelo corpo, sensação de nó na garganta com falta de ar ou sufocamento, náuseas, diarreia, tremores, além do terrível medo característico.


Demora no diagnóstico e no tratamento


Pela dificuldade de acesso médico e forte preconceito, a identificação e o tratamento costumam ser tardios. A síndrome do pânico, frequentemente só é descoberta em estágio avançado, quando o paciente, sentindo os efeitos físicos da doença, procura o pronto-atendimento, imaginando que vai morrer.

Pela multiplicidade de quadros clínicos e pela gravidade, o tratamento dos transtornos de ansiedade pode incluir psicoterapia e, em algumas situações, medicamentos poderão ser importantes.


FONTES


Del Porto JA. Ansiedade. RBM Rev Bras Med. 2000 v.57(12), dez.2000
Ramos RT. Transtornos de Ansiedade. RBM Rev Bras Med. 2009. v.66(11)

Material destinado ao público em geral. Agosto/2019
BRWH190854o

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