Você sabia: Para cada mulher existe um tipo de pílula?

A pílula é o método mais conhecido e utilizado de contracepção hormonal. Sua popularidade é explicada pela eficácia, facilidade de acesso e uso, poucos efeitos adversos, benefícios adicionais e rápida reversibilidade. Estima-se que, no mundo, 100 milhões de mulheres utilizam a pílula. Em nosso país, cerca de 27% das mulheres em idade fértil utilizam o método.

Lançada em 1960, a pílula vem sendo pesquisada e modernizada desde então. Houve redução da dose de estrogênio, síntese de novos progestagênios e, mais recentemente, a introdução do estradiol em sua composição. Atualmente, existem diversos tipos, cada uma com as suas particularidades.

O importante é descobrir, junto com o seu médico, o tipo de pílula que mais se adapta ao seu corpo, ou seja, aquela que pode trazer mais benefícios a você.

Para as mulheres mais jovens, como regra geral, a pílula deve ser iniciada no primeiro dia da menstruação para que seja mantida uma boa eficácia. A pausa para sangramento ao final da cartela deve obedecer às recomendações da bula.

Vale a pena falar com o seu médico se desejar suspender ou adiar o sangramento. Algumas pílulas podem ser usadas em regimes mais longos, com pausas programadas para o sangramento.

A pílula pode ser indicada como contraceptivo e para o controle do ciclo, além da redução das cólicas e de outros sintomas menstruais. Dependendo da composição, pode também trazer outros benefícios.

Conhecendo as categorias

As pílulas combinadas têm estrogênio e progestagênio. Elas mantêm o controle do ciclo e inibem a ovulação. Algumas têm benefícios adicionais, como diminuição das cólicas menstruais, da oleosidade da pele, da acne e da retenção de líquido.

Elas são classificadas de acordo com muitos critérios, como o tipo de estrogênio e de progestagênio na composição, dose de hormônios em cada comprimido, número de comprimidos na embalagem, regime de uso da pílula e benefícios adicionais não contraceptivos.

As pílulas com progestagênio isolado também são bastante conhecidas. Sua composição traz o desogestrel, hormônio que inibe a ovulação e também deixa o muco cervical (colo do útero) mais espesso, dificultando, assim, a entrada dos espermatozoides. Esse tipo de pílula é indicado para mulheres que não podem ou não querem usar o estrogênio, como por exemplo as mulheres hipertensas, fumantes acima de 35 anos, obesas e lactantes, dentre outras situações. 

Fale com o seu médico e descubra qual é a pílula ideal para você.

Fontes: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0102assistencia2.https://www.minhavida.com.br/saude/tudo-sobre/33054-pilula-anticoncepcional

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Marco Teórico e Referencial: saúde sexual e saúde reprodutiva de adolescentes e jovens. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

PETTA, A. C.; FAÚNDES, A. Métodos anticoncepcionais: São Paulo: CONTEXTO, 1998.

Material destinado ao público geral.

Junho/2019

BRWH190622e

confira também