Uma em cada 10 mulheres é contaminada pelo HPV no 1º contato sexual. Veja como prevenir e tratar!

O papilomavírus humano (HPV) é o causador da infecção sexualmente transmissível (IST) de maior incidência no mundo. Estima-se que haja cerca de 600 milhões de pessoas infectadas no mundo e que 80% da população sexualmente ativa já tenha tido contato com o vírus.


O maior número de casos ocorre em dois momentos diferentes: o mais comum é durante a segunda década de vida que coincide com o início da vida sexual. O segundo é entre a quinta e a sexta década de vida, que pode ser explicado pelo risco de nova exposição ao vírus ou redução da resposta imunológica do organismo.


Existem cerca de duzentos subtipos de HPV, sendo que quarenta atingem a região genital e anal. No primeiro contato sexual, uma em cada dez mulheres é contaminada, enquanto 46% das mulheres vão entrar em contato com o vírus após três anos com o mesmo parceiro sexual.

Com a ação viral sobre as células, surgem lesões ou verrugas, dependendo do subtipo HPV. Felizmente, as lesões iniciais têm altas taxas de remissão espontânea nos primeiros anos.


Os subtipos HPV 6 e HPV 11 podem provocar 90% das verrugas genitais. Nas mulheres, os subtipos HPV 16, HPV 18, HPV 31 e HPV 45 estão associados a 80% dos casos de câncer de colo do útero. São cerca 16.370 novos casos (INCA,2018) e 5.847 mortes/ano (DATASUS,2016). Mas, o papilomavírus (HPV) também está relacionado com o câncer de vagina, vulva, ânus, orofaringe e pênis.


As lesões benignas (verrugas) são facilmente observadas e têm diagnóstico mais rápido, com tratamento feito através da retirada da lesão. No caso do câncer do colo do útero, as lesões são assintomáticas, diagnosticadas durante o exame ginecológico.

O diagnóstico precoce e o tratamento eficaz podem mudar o prognóstico, reduzindo o risco de disseminação de células malignas, complicações e até a morte.


A prevenção contra o HPV pode ser feita com o uso da camisinha em todas as relações sexuais. Além disso, as vacinas são eficazes e seguras, feitas com partículas semelhantes a cápsula viral, mas sem risco de transmissão da doença.

A vacina quadrivalente previne verrugas genitais e câncer do colo do útero, enquanto a vacina bivalente é usada na prevenção do câncer do colo do útero, ativa contra o HPV 16 e HPV 18.


FONTE


Cardial MFT, Roteli-Martins CM et al. Papilomavírus humano (HPV). Femina 2019;ED 47(2):94-100
Material destinado ao público em geral. Agosto/2019
BRWH190854h

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